Sentimento mesquinho!

A inveja, semanticamente, é o sentimento de desgosto, pesar ou tristeza pelo bem dos outros. É a cobiça ou desejo violento de possuir o bem, a alegria ou felicidade alheia, mesmo que o invejoso os possua igualmente. A sua mente, insensível e pervertida, deturpa tudo e destila o veneno do ressentimento, mágoa e dor profunda…
Numa sociedade competitiva como a nossa, sobretudo exibicionista, patrimonialista, individualista e até cruel, o invejoso encontra campo fértil ao desenvolvimento de sua alma amargurada e insatisfeita.

De fato, no dizer de Rousseau “o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”, isto é, industrializa o doente social.
Aliás, especialistas afirmam que todo invejoso é portador de desvio ou distúrbio de personalidade, capaz de caluniar o ser invejado e atribuir-lhe vícios infinitos. Pode trair o melhor amigo e obscurecer-lhe virtudes; destruir reputação de outrem e até mesmo praticar bem urdidos crimes de calúnia, injúria, difamação, denunciação caluniosa, fraude, roubo ou homicídio.
Não precisa de motivo para sentir inveja, porque este sentimento mesquinho é um monstro que a si mesmo se gera e de si mesmo nasce. O invejoso, procura destruir o que não pode possuir, desmentir o que não compreende e insultar, detestar e combater aos que se elevam ou simplesmente vivem em paz e de bem com a vida.
O invejoso é oscilante e pendular. Tem crises de grandeza e de inferioridade, de egolatria e de autopiedade, de sadismo e masoquismo. Sua marca registrada é não elogiar ninguém, exceto a si próprio ou a quem ele possa usar como escada aos seus propósitos diabólicos.
Essa pobre criatura, odeia a felicidade do próximo e, via de conseqüência, renega a sua própria, corroída pela mesquinharia e competitividade imaginária.
Vasculha, com interesse mórbido, a vida alheia, buscando detalhes mínimos da vida profissional e familiar da pessoa visada, a fim de maldizer o seu sucesso e divulgar as suas possíveis fraquezas e desacertos.
Aos que ficam felizes com o sucesso dos outros ou os que sofrem a perseguição dos invejosos, resta um consolo nas palavras sábias de Alcalá Zamora: “os ataques da inveja são os únicos em que o agressor preferiria, se pudesse, fazer o papel de vítima”.
Quando se critica demasiadamente determinada coisa, há uma relação de amor ou inveja do que critica para com o criticado, seja uma pessoa ou um lugar. No primeiro caso, dê-lhe atenção; É tudo que ”o crítico” deseja. Mas se o caso é inveja o tratamento é o contrário; Ignore-o! E após ignorar, o próximo passo é rezar e pedir pra que Deus faça dela uma pessoa melhor. E então… SEJA FELIZ! Ser feliz incomoda, incomoda, incomoda, incomoda muito mais!
Assim, aleluia as pessoas normais e piedade a essas reles e doentes criaturas injetadas pela toxina autodestruidora da inveja e do complexo de inferioridade.

Sejam felizes e doem a felicidade!

Texto Redigido escutando a Song: Return to Innocence by Enigma

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