Amores Proibidos…

Vim aqui pra dizer-te que deverias ter insistido
teres acreditado, teres seduzido…
Não faças assim…antes de virar-te, ouças:
vim pra dizer-te que deverias fazer sentido, haver mais gemidos…
Então não me deixes ir de cabeça baixa, responda-me mesmo dentro deste teu silêncio que mata. O que achas? Responda-me e isto basta!

Por que me empurraste porta à fora, por que me fechaste os olhos, por quê? E todas essas palavras que derramo em ti enquanto te escrevo…Será possível que não lês? Se tanto amor dei-te desde o início, desde quando te encontrei..Um sentimento profundo vivido por nós…foi tanto amor que eu nem sei!
Só sei que não enxugas mais aquelas lágrimas, que desciam tão sagradas, ao ouvir a tua voz!
Mesmo que já tenhas me esquecido…Sim eu sei…
Vim… e não voltarei antes de sussurar-te já sem os lábios colados ao ouvido,
que amor algum deveria ser proibido. Muito menos pelo o quanto que te amei.

Voltas urgente para o meu peito, para o meu colo, para a minha grande forma em te amar demais! Voltas!

Estou sofrendo, tu sabes…me acompanhas, mesmo distante num fingir que tanto faz…
Venhas depressa, voltes para minha vida e resgates meus sorrisos…
E já sem formalidades, em nossa plena intimidade: volta… e devolva a minha paz!…

Talvez neste texto de Fernando Pinto do Amaral consiga expressar um pouco daquilo que sinto e vivo… Só resume num pedido: Volta…

Amores proibidos

“Onde está quem amamos quando amamos
outro corpo de fogo em movimento?
Pra que abismo corremos, pra que enganos,
quando as promessas são poeira ao vento?

De que matéria alheia mal tentamos
fugir quando a verdade mora dentro
de alguém a cujo céu nos entregamos
numa noite de sonho e de tormento?

Ainda somos humanos se traímos
por instinto um amor de tantos anos
e só àquele instante obedecemos?

Ainda somos humanos? Ou seremos
a febre que há no sangue quando vimos
de súbito morrer num corpo e vamos
em busca do inferno que merecemos?

Talvez por um momento então sejamos
sonâmbulos fantasmas do que fomos
reflectidos num espelho que não vemos

 

Ou talvez nesse corpo descubramos
a memória da alma que perdemos
pra sempre no momento em que transpomos
a fronteira dos gestos quotidianos
e ao sabor de um desejo destruímos
todas as intenções, todos os planos,
em nome dos prazeres mais supremos
na noite em que deixamos de ser donos
do nosso próprio corpo e abandonamos
angústias e remorsos e partimos
em busca da manhã que não sabemos

Onde está quem amamos quando somos
mais do que humanos? Mais? Ou muito menos?”

 
Texto Escrito ouvindo a Song: Teach Me Tiger by April Stevens
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